Eu não quero me apaixonar.
❛ 𝓛 ys ৎ4 min read·Just now--
Desde que o mundo se tornou mundo, somos ensinados que questões amorosas são ocorridas, quando nos encontramos e nos interessamos por alguém específico, onde se cria conexão, compreensão, e confiança, criando uma relação romântica e entendível entre ambos os parceiros.
Namorar não é errado, disso todos nós sabemos. Mas o que o mundo vê, em questionamento básico e necessário, acaba destruindo mais a visão do que foi o amor, e do que ele significava.
Mentes podres
É impossível um namoro normal ser visto em público, se não se lembrarem apenas dos atos sexuais. Claro — o casal tem sim, liberdade e privacidade para se terem um momento íntimo, carinhoso do jeito que quiserem. O que acontece mesmo, é que não vêem mais casais como pessoas que se amam e se apoiam — apenas concluem e enxergam pessoas que só se desejam de forma sexual.
Isso é triste, e muito. Acaba invadindo a mente de muitos, principalmente dos jovens, que assumem que eles podem realizar a mesma coisa, e então namoram cedo, apenas para o ato obsceno. Alguns se esquecem de se proteger, e o resultado disso? A gravidez acidental — e às vezes muitos são abandonados, ou então a própria mãe adolescente, pela sua própria família.
Isso vem acontecendo frequentemente de anos para cá, sem data de quando isso pode parar. Vários adolescentes e crianças precisam aprender e colocar em suas mentes, que namoro não é só sobre se beijar e pegar — é sobre confiar, entender, ter empatia, ter cuidado, acolher, e apoiar um ao outro, sempre. Muitos consideram que talvez, a maioria nunca tenha maturidade o suficiente para isso, enquanto outros ainda contém esperança, da geração ser mais séria, e responsável.
Insistência desnecessária
Os jovens foram citados, agora os adultos.
Muitos quando vêem os seus filhos se casarem, a primeira coisa que sai da garganta deles, é “eu vou querer netos”.
A frase se apresenta leve, não? No entanto, sendo repetida mais de três vezes, acaba gerando uma culpa imensa em cima do casal. Gera o sentimento de que apenas o casamento e a união dos dois não basta — agora existe uma nova “meta” para cumprir, como se a vida deles precisasse seguir um roteiro obrigatório: casar → ter filhos → formar outra família do jeito esperado.
Assim como os adolescentes, os adultos precisam entender e pôr no cérebro deles, que nem todos possuem saúde mental ou sustentação financeira o suficiente para obter um novo membro da árvore genealógica. Acaba sim, sendo difícil — ter filhos envolve corpo, mentalidade, dinheiro, carreira, relacionamento, sonhos pessoais e até medos profundos. Quando os pais adultos insistem em “quero netos”, pode soar como: “eu espero que você escolha isso, independentemente do que você queira”. Claro, que envolve um detalhe emocional meio delicado: muitos pais dizem que querem netos, pensando no próprio sonho deles — viver a experiência de ser avós, reviver carinho infantil, ver a família crescer. Isso não é necessariamente errado. O problema em si, começa quando o desejo deles passa a pesar mais do que a liberdade do casal de decidir a própria vida, e por mais que não digam, isso afeta e muito.
Solidão calma
“Quando você se casar…”
“Quando você tiver filhos…”
“Vai namorar quando?”
Nem preciso dizer quantas vezes solteiros precisam aguentar essas frases, toda vez que citam o namoro.
Normalmente, são mulheres que andam só por aí, que quando não estão escutando pela quinta vez esse tipo de frase, estão ouvindo conselhos amorosos de homens para se relacionar. Mas agora, o meu questionamento é: será mesmo que essas pessoas solteiras encontram alguém que não as mate?
Pensamos muito bem em relação às mulheres — já percebeu como uma mulher só é valorizada de verdade, se tem filhos ou é casada? “O filho dela nasceu semana passada”; “Que família linda!”; “Não deve acontecer nem brigas entre vocês, se dão tão bem!”.
Insistem tanto que tenham um marido, para depois serem vítimas de mais um feminicídio. Vamos ao Brasil — somente em 2024, 34.086 mortes violentas foram ocorridas. 2025? 1.568 mulheres mortas, o maior número em 10 anos, representando um aumento de 4,7%. E o início desse ano, não escapou — nos primeiros três meses de 2026, foram 399 feminicídios, uma média de uma mulher morta a cada 5 horas e 25 minutos.
Será que seria bom uma filha que te traz tanto orgulho, se casar em um país que um cara desvive a mulher, por simplesmente receber um “não”, após um pedido simples de namoro ou casamento? Isso acaba tornando o Brasil, apenas mais uma das taxas de grandes países, onde se ocorre grande morte de mulheres, cada dia deixando outras que ainda estão de pé, apavoradas de se relacionarem.
Novamente — não é errado ou limitado ter alguém, e muito menos se você escolher ser solteiro.
O que eu quis trazer aqui, é como o amor e o namoro, vem se tornando uma grande piada entre a nossa sociedade — desde adolescentes de mentes poluídas, namorando cedo e totalmente desprotegidos, até a adultos que insistem tanto no próprio sonho, e esquecem das consequências que são direcionadas ao filho.
Dito isso, opinião concluída.
(Escrito por lys, sem inspiração, apenas opinião).